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Rosa com tons amarelos no Dia Mundial da Saúde Mental



Um mês após a campanha brasileira de alerta e prevenção contra o suicídio, um outro tema tradicionalmente envolto em muito preconceito passa a ser objeto das atenções. Em 10 de outubro comemora-se o Dia Mundial da Saúde Mental, um registro criado em 1992 pela World Federation for Mental Health (“Federação Mundial de Saúde Mental”) – WFMH para dar visibilidade ao caráter universal dos transtornos que ameaçam o equilíbrio da mente e combater o estigma associado às doenças psíquicas, conscientizando as pessoas de que é possível tratar o problema ao invés de simplesmente tentar ignorá-lo.

De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, cerca de 30% dos brasileiros irão desenvolver algum transtorno mental ao longo da vida. As doenças mentais mais comuns em nosso meio são os transtornos de humor como a depressão, os transtornos de ansiedade e as dependências químicas.


“Mens Sana in Corpore Sano”

A famosa citação em latim, derivada da “Sátira X” do poeta e escritor Juvenal, que viveu na Roma Antiga no século II d.C., e traduzida para o português como "mente sã em corpo são”, expressa um conceito de equilíbrio entre corpo e mente, ressaltando a importância atribuída pelo autor a uma “serenidade interior” e o impacto desta sobre a saúde geral do indivíduo.

A expressão vem sendo largamente empregada de modo a sugerir que a tal sanidade consistiria em uma mera “limpeza” da mente, e sua liberação de eventuais transtornos psíquicos.

O conceito de Saúde Mental


Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), no entanto, a saúde mental não significa apenas a ausência de doenças psiquicas. A OMS a entende como "um estado de bem-estar no qual o indivíduo é capaz de usar suas próprias habilidades, recuperar-se do estresse rotineiro, ser produtivo e contribuir com a sua comunidade."

Segundo a OMS, o nível de saúde mental de uma pessoa pode ser afetado e determinado por múltiplos fatores de natureza social, psicológica e biológica. Situações de trabalho estressantes, pobreza, baixo nivel de escolaridade, discriminação de gênero ou racial, exclusão social, risco de violência, violação dos direitos humanos, problemas de saúde física e também fatores psicológicos e de personalidade específicos tornam as pessoas mais vulneráveis à incidência de transtornos mentais. Fatores genéticos também podem contribuir para a desestabilização do equilíbrio psíquico.

Um olhar sobre si mesmo

A promoção e prevenção da saúde mental envolve ações que permitam às pessoas adotar e manter estilos de vida saudáveis.


Para tanto, vale a pena atentar para os sintomas mais comuns que podem indicar o risco de uma doença mental:

• distúrbios de sono

• alteração de apetite (para mais ou para menos)

• ansiedade exagerada

• tristeza persistente e duradoura

• perda de interesse nas atividades cotidianas

• alterações na libido

• dificuldades de lidar com a rotina diária e com os problemas cotidianos

• dificuldades em tomar decisões

• isolamento social

• alterações bruscas de humor.

• alucinações

• delírios


É importante ainda não esquecer que todas as pessoas podem apresentar sinais de sofrimento psíquico em alguma fase da vida, portanto pode, sim, ser o momento de prestar atenção aos próprios sentimentos e manter a saúde mental em dia.

A força do hábito


Alguns hábitos parecem impactar positivamente a saúde mental:

• não usar drogas

• evitar consumo de álcool e cigarros

• não usar medicamentos sem prescrição médica

• praticar sexo seguro

• manter um hobbie

• aceitar a si e às outras pessoas com suas qualidades e limitações

• reservar tempo para o lazer e para a convivência com os amigos e a família

• adotar uma alimentação saudável

• dormir bem

• praticar exercícios físicos regularmente


Jéssica Kuhn

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